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PSDB poderá romper relacionamento com Temer no dia dos namorados. Ou não!


Partido decidirá dia 12, ou não, se fica ou se sai do governo.

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Amanhã provavelmente o PSDB decidirá o seu futuro quanto a permanecer ou não no governo Temer. O partido não sabe o que fazer da vida desde o estouro da crise provocado pelas gravações dos irmãos Batista que deixaram em cacos o governo Temer e a carreira do senador Aécio Neves.

A não cassação da chapa Dilma – Temer, no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), deu fôlego ao governo peemedebista, mas as dores de cabeça do presidente não cessaram, ele terá de recompor a base política, no Congresso, para aprovar as reformas, e travar uma batalha, contra setores do ministério Público, o Procurador Geral da República Rodrigo Janot e o ministro do STF, Edson Fachin.

Parte da base aliada apoia a cruzada do presidente contra nacos do poder judiciário. Mas gastar energia nessa frente retirará força do Planalto para aprovar as reformas, tendo em vista que diariamente o governo Temer viverá a expectativa de que uma bomba cairá sobre sua cabeça. Essa instabilidade enfraquece o governo e acua o mercado, prejudicando também a economia.

O PSDB, por sua vez, ficará em um governo fadado a turbulências constantes, tendo, fatalmente, de pagar a fatura política por essa escolha, ou abandonará o barco peemedebista, de modo a se recompor para 2018?

De um jeito ou de outro, o partido terá de arcar os custos políticos, porque sofrerá retaliações do Planalto, em forma de “fogo amigo” (exemplo: o PMDB pode liderar um movimento no Congresso e cassar o mandato de Aécio Neves) ou perda de apoio, para 2018. É uma sinuca de bico e tanto.

Na última semana parlamentares tucanos ameaçaram deixar o partido se o mesmo seguir com Michel Temer. Até o presidente da sigla, Tasso Jereissatti (PSDB-CE) defendeu o desembarque. A legenda está dividida, segundo levantamento da Folha. A vitória de Temer no TSE poderá mudar a tendência da semana passada, é verdade, mas e se amanhã estourar uma bomba nova no quintal do presidente? A areia é movediça.

Na segunda-feira (12), dia do amor e das compras, o PSDB reunirá governadores, parlamentares e prefeitos, para decidir se fica ou se sai do governo. Esse chove não molha do PSDB terá um desfecho dia 12? Será o fim do relacionamento, em pleno o dia dos namorados, entre tucanos e peemedebistas?

Este colunista entende que com a não cassação da chapa PT-PMDB, o presidente da República terá mais poder de fogo para pressionar ministros e parlamentares tucanos a ficarem na base aliada. E certamente conseguirá, dando graças a Gilmar Mendes.

 Aguardemos.

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