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Popularidade do PT cresce


Fracasso das medidas de austeridade fiscal do governo Temer turbina PT e Lula

Pesquisa Datafolha mostra que popularidade do PT voltou a crescer depois de queda no auge da crise do governo Dilma em 2015.

O PT, naquele período, era a Geni da Lava-Jato e da “grande mídia”. Com dirigente preso e narrativas da direita na imprensa dando a versão de que a corrupção na Petrobrás foi criação do partido para se eternizar no poder, o PT encontrava-se sozinho na frigideira.

Os fatos mostraram com o passar do tempo o óbvio: a corrupção na Petrobrás e no coração do estado brasileiro não nasceu em 2003, afinal, é histórica e estrutural.

A lama chegou ao PSDB e ao PMDB. O PT deixou de ser a vidraça. Mas a principal causa do crescimento da popularidade do partido é a incapacidade de o governo Temer retomar o crescimento econômico e gerar emprego.

As medidas de austeridade fiscal destroem sonhos e esperanças na medida em que o governo ameaça desmantelar serviços públicos e retirar direitos trabalhistas e previdenciários.

O resultado imediato é a queda brusca da popularidade do presidente Michel Temer para parcos 7%.

Em contraponto, Lula sobe nas pesquisas, porque recentemente presidente da República no período em que os brasileiros pobres tiveram emprego e melhoras no estado de bem estar social, com programas de distribuição de renda, inclusão universitária, ambulâncias, farmácias populares e o maior programa de habitação da história etc.

A direita liberal-financista, tal como seus similares fazem na Europa, ataca o estado de bem estar social por meio de  medidas de restrições de gastos e cortes de direitos sociais, jogando a conta sempre no andar de baixo, preservando os mais ricos e aprovando reformas de modo autoritário, sem pactuar minimamente com a sociedade.

Visando uma abstração, o tal “estado mínimo”, a direita brasileira busca romper o pacto social que deu na constituição cidadã de 1988, não para modernizá-la, mas para atender interesses imediatistas do setor empresarial e financeiro.

Em um país historicamente desigual e plutocrata, composto por oligarquias apegadas a privilégios de classes, esse processo de ataque a direitos sociais é ainda mais violento, e foi a grande motivação do golpe parlamentar que apeou Dilma da presidência em 2016.

A pesquisa do Datafolha mostra que 59% dos pesquisados não têm preferência partidária, esse resultado não é incomum. O PT saiu de 29% da preferência em 2013 para 9% no final de 2015. Queda brusca. Agora o partido tem 18%, contra 5% dos moribundos PSDB e PMDB, afogados em uma crise política sem fim.

PT e Lula surfam no desastre político e econômico representado pelo governo do PMDB e do PSDB. Mas chama a atenção o fato de o PT faturar em um momento em que o mais esperado seria todos os partidos no fundo do poço.

Das cinzas, o PT ressurge, entretanto, cambaleante, porque dependente de Lula e se alimenta mais do fracasso de seus adversários que das próprias virtudes.

Matéria da Folha aqui

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