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Viúva de Toninho quer justiça


Viúva de prefeito assassinado em 2001 pede federalização da investigação

No facebook, Roseane Garcia, viúva do ex-prefeito de Campinas, Antônio da Costa Santos, assassinado em 2001, afirma que 16 anos depois o caso não avançou na polícia civil paulista e pede a federalização das investigações.

Leia:

“Antônio Costa Santos dedicou sua vida política e de cidadão na defesa da coisa pública e da dignidade das pessoas. Arquiteto e urbanista de formação, utilizou seu conhecimento para urbanizar favelas e proteger o patrimônio histórico de Campinas. Foi eleito vice-prefeito de Campinas em 1989, candidato a prefeito em 1996 e elegeu-se prefeito em 2001.

Em 1990, enquanto vice-prefeito e secretário de obras, Toninho denunciou esquemas de corrupção envolvendo muitas das empreiteiras que hoje sabemos terem relações, há muito tempo, corruptas com o poder instituído no Brasil, o que culminou com a sua demissão da secretaria de obras. Fora do governo, entrou com Ações Populares na justiça e fez denúncias ao Ministério Público contra políticos e essas grandes empreiteiras que eram, na época, responsáveis por grandes obras em Campinas.

Já prefeito, em 2001, Toninho intensificou sua luta contra os saqueadores dos cofres públicos e especuladores imobiliários, o preço foi alto, foi assassinado no dia 10 de setembro de 2001. Os poderosos não permitiram a “democracia” do voto que o elegeu, e ceifaram sua vida exatamente aos 8 meses e 10 dias do seu governo.
Há dezesseis anos, a família e os amigos lutam por investigações que apurem o crime político, até hoje não investigado. Até hoje não se sabe quem matou Toninho. São dezesseis anos de pedidos ignorados pelos poderes públicos estadual e federal.

A polícia civil paulista, que ainda apura o crime, não possui nem credibilidade nem interesse e nem estrutura para investigar o crime político. A atual cenário político-jurídico-institucional do Brasil demonstra a relação criminosa entre empreiteiras e políticos – tão denunciada e combatida por Toninho – justificando o pedido de federalização das investigações paralisadas na polícia civil paulista. É necessário a apuração de crime político”, conclui 

Quem matou Toninho?

Na internet tem um site chamado “quem matou Toninho” e nele os organizadores discutem as nuances jurídicas do processo, reivindicam a federalização das investigações e acusam a justiça estadual e federal de omissão.

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