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Quais os favoritos para 2018?


Centro-direita e centro-esquerda serão favoritas em 2018 se chegarem ao pleito eleitoral coesas e ancoradas por alianças amplas.

Por André Henrique, editor dos Portais Independente e Rede Popular 

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Os principais espectros políticos no Brasil encontram-se pulverizados, com exceção da extrema-direita, coesa com Jair Bolsonaro.

Lula é um elemento que mantém a centro-esquerda minimamente unida, mas a perspectiva de sua condenação aumenta os riscos de cisões.

O desafio para um candidato desse campo será reunir a maioria das forças de esquerda e atrair nacos conservadores de modo a entrar forte na disputa.

O fator Lula é crucial para as amarrações políticas. Como estará o ex-presidente nos meses que antecederem a eleição, em alta ou em baixa?

Em baixa, o ex-presidente se tornaria um incômodo pra esquerda, como candidato ou cabo-eleitoral. Neste quadro, uma transição se imporia na centro-esquerda por um novo protagonista.

Ciro Gomes é o nome com mais peso para tanto, porque tem mais rodagem nacional que Fernando Haddad e Jacques Wagner. Com o padrinho enfraquecido, os petistas afugentariam possíveis aliados.

A tendência neste caso seria Ciro trazer para si os grupos de centro-esquerda e deixar para o PT decidir entre morrer sozinho na praia ou entrar na dança com o cearense. É o cenário dos sonhos para Ciro Gomes.

Entenderam por que Lula não desce do palanque? As caravanas. As coletivas. Os discursos. A radicalização à esquerda do ex-presidente visa evitar dissidências até o momento de buscar contingentes conservadores de maneira a fortalecer a sua candidatura ou a de outro petista.

O ex-presidente pretende chegar a 2018 com musculatura política para ser um candidato competitivo ou um cabo-eleitoral influente. Da cadeia. Do túmulo. Dos palanques. Ou do sofá de casa.

A centro-direita também se encontra pulverizada. Não há um nome de consenso, apenas especulações. Do ministro da Fazenda Henrique Meirelles ao presidente da Câmara Rodrigo Maia.

Fala-se em João Dória. Mas o prefeito de SP encontra-se em segundo na fila do PSDB. Se sair do partido para se candidatar por outra legenda terá de explicar as traições a Alckmin e ao PSDB. Para quem se vende como novo, seria fatal.

Ademais, a centro-direita racharia, tendo duas candidaturas com perfis parecidos e em tensão durante a eleição. A de Dória. E a de Alckmin.

O governador de São Paulo é atualmente o nome mais forte para ser o candidato à presidência da República pelo PSDB. Em dezembro, o partido fará a convenção. O tempo é curto para o prefeito reverter.

O candidato da centro-direita também terá de evitar a pulverização de candidaturas e trabalhar por uma chapa competitiva.

Se o PSDB escolher Geraldo Alckmin em dezembro, o tucano poderá construir-se como o candidato consensual da direita liberal, debelando as especulações e as possibilidades de candidaturas avulsas; absorvendo forças de centro-direita e de centro-esquerda, como o PSB, para a sua órbita.

Lula seria a principal ameaça para arrancar do governador esses aliados, mas a situação jurídica do petista amplia os horizontes do tucano.

As chances de Jair Bolsonaro, Marina Silva e de uma surpresa passam pelas condições do eixo centrista-moderado. Uma vez coeso, em torno de alianças amplas, os candidatos da centro-esquerda e da centro-direita certamente polarização o pleito de 2018.

Marina Silva e Jair Bolsonaro contam com a pulverização de candidaturas, tanto de um lado quanto de outro. A bola está nas mãos dos líderes do eixo centrista, à esquerda e à direita.

 

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