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Cauê Macris afirma que decisão de Aécio Neves foi arbitrária


Aécio Neves destituiu Tasso Jeiressati da presidência do PSDB por pressão da ala governista

O presidente da Assembléia Legislativa de São Paulo, o deputado estadual pelo PSDB de Americana, Cauê Macris, postou em seu facebook uma nota contra a decisão de Aécio Neves de destituir da presidência do partido o senador Tasso Jeiressati (PSDB-CE).

Cauê afirmou que a decisão de Aécio foi arbitrária e açodada. Leia a íntegra:

“A decisão do senador Aécio Neves de destituir o também senador Tasso Jereissati da presidência do meu partido é equivocada, arbitrária, açodada e vai na contramão de tudo aquilo que nós, defensores da social democracia, pregamos.
A postura do senador Aécio Neves não contribui para fortalecer a nossa legenda. Pelo contrário: potencializa o confronto, fomenta a intriga. Nos momentos de crise é preciso ter serenidade para resolver conflitos. Ao optar por destituir o presidente interino, o senador mineiro demostra insensatez, desrespeito com os militantes da nossa legenda e uma dose de autoritarismo.
O PSDB não pertence ao senador Aécio Neves. O PSDB tem compromisso com o Brasil. Temos que ter sabedoria para deixar interesses particulares em segundo plano. Em maio defendi a saída de Aécio Neves do comando da legenda. Não posso aceitar passivamente agora que ele, mesmo afastado, atue desta maneira”.

Fatos

Pressionado por ministros, Aécio Neves decidiu destituir Tasso Jeireissati da presidência do partido nesta quinta (09).

Os defensores do senador cearense interpretaram a decisão como uma interferência do presidente da República Michel Temer e se disseram decepcionados novamente com Aécio Neves.

O senador mineiro afirmou que queria ‘isonomia” na disputa pela presidência do partido, que deverá acontecer em dezembro. Tasso concorre com o governador de Goiás Marconi Perilo.

Tasso assumiu a presidência do PSDB interinamente depois de Aécio Neves ter se licenciado por ter sido gravado pedindo 2 milhões de reais ao empresário Joesley Batista.

O PSDB tem quatro ministros, Aloysio Nunes, nas Relações Exteriores; Antônio Imbassahy, na Secretaria de Governo; Bruno Araújo, nas Cidades, Luislinda Valois, nos Diretos Humanos.

A destituição de Tasso dá sobreviva aos ministros tucanos que defendem a permanência do partido no governo Michel Temer.

Tasso defende o desembarque imediato do partido, assim como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Marconi Perilo, segundo o jornal Folha de SP, participou das articulações com Aécio Neves pela destituição de Tasso.

Alberto Goldman (PSDB-São Paulo) assumiu a presidência do partido. Goldman é do grupo do senador José Serra, ala que defende a permanência do partido na base do governo Temer.

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