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Lula lidera CNT/MDA e ibope


As duas pesquisas mostram potencial de transferência do ex-presidente para Fernando Haddad

A pesquisa CNT/MDA, divulgada nesta segunda (20) converge com os números do Ibope (aqui), desta terça (21).

As duas pesquisas apontam Lula na liderança da corrida presidencial, com 37%.

Na CNT/MDA, Lula cresceu 4,95% em relação ao levantamento anterior, saindo de 32,4% para 37,3% aqui.

Nas duas pesquisas Bolsonaro aparece em segundo com 18%. Marina Silva ficou em terceiro 5,6% na CNT e 6% no ibope. Ciro Gomes e Geraldo Alckmin empatam em quarto lugar nas duas aferições entre 04 e 05%.

Os números mostram duas coisas: 1) o fracasso do golpe parlamentar; e 2) o fracasso da Lava-Jato, do aspecto político.

Análise em vídeo, por André Henrique

O golpe parlamentar liderado por PSDB e PMDB prometeu resgatar a estabilidade política e econômica, com crescimento e emprego. E o que se viu foi o agravamento da crise política e a piora do padrão de vida dos brasileiros, com 14 milhões de desempregados, crescimento da pobreza e pessimismo quanto ao futuro, devido ao processo de retirada de direitos.

Como conseqüência política o que se observa é o governo Michel Temer como o mais reprovado da história. Em pesquisa  do barômetro político ESTADÃO/IPSOS, sobre desaprovação individual dos políticos, Michel Temer é o campeão com 94%.

A mesma pesquisa mostra que a desaprovação a Lula caiu de 53% para 51%. Geraldo Alckmin é o campeão dos presidenciáveis, tem 70% de rejeição.

O tucano tem os “50 tons de Temer”, por ser apoiado pelo centrão – que dá sustentação ao Planalto – e ser o presidente do PSDB, partido que liderou com Temer e o PMDB (atual MDB) o golpe parlamentar que desfechou no governo mais rejeitado da história.

Com as esperanças destroçadas, os brasileiros apegam-se à era Lula, em que havia emprego, crédito e crescimento econômico. Essa nostalgia da maioria explica a liderança do petista e a queda de sua rejeição.

Aponta-se, a partir desses dados, o fracasso da Lava-Jato, do aspecto político, tendo em vista que a Operação, ao prender Lula, pretendia condená-lo ao ostracismo político. Não deu certo.

Deve-se ressaltar, também, o êxito, até aqui, da estratégia de Lula e do PT em manter o ex-presidente candidato à presidência da República. Esse detalhe manteve ex-presidente no centro das negociações e especulações políticas.

À direita resta a esperança de que Lula seja impugnado e não consiga transferir a tempo seu eleitorado para Fernando Haddad – o substituto de Lula, caso o petista seja impugnado em 17 de setembro.

No Ibope, Haddad apareceu apenas com 04%. Mas seu nome ainda não foi trabalhado e, mesmo assim, em pesquisa da CNT/MDA, 17% dos eleitores de Lula estão dispostos a votarem em Haddad, se indicado pelo o ex-presidente.

Em pesquisa da XP/Ipespe, realizada entre 13 e 15 de agosto, por telefone, Fernando Haddad está empatado tecnicamente com Jair Bolsonaro (PSL), na primeira posição, quando o nome do ex-prefeito é indicado como apoiado por Lula.

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