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Convidar um juiz federal para ser ministro é eticamente deplorável, dispara Ciro Gomes contra Álvaro Dias


Ciro Gomes disse que Álvaro Dias e Jair Bolsonaro arrotam um moralismo de goela

Em bate-papo com a juventude socialista do PDT, em São Paulo, na manhã deste sábado (25), Ciro Gomes disse que a estrutura da velha política baseada em clientelismo e fisiologismo serve a um modelo de dominação econômica no qual “a nação brasileira que produz e trabalha é usurpada há décadas, transferindo sua renda para o setor financeiro”.

Ciro Gomes destacou que não dá para romper com essa lógica apenas com que ele chama de “moralismo de goela”, ou “moralismo a serviço da mais profunda imoralidade”.

O candidato à presidência da República provocou seu concorrente Álvaro Dias (Podemos), ao disparar “convidar um juiz federal em exercício e em plena eleição para ser ministro da Justiça não é moralmente aceitável, é eticamente deplorável’, arrancando aplausos da platéia.

Em debate na noite de quinta-feira, 9, na TV Bandeirantes, Álvaro Dias afirmou. “Nós queremos institucionalizar a Operação Lava Jato como uma espécie de nossa tropa de elite no combate à corrupção. Cabo eleitoral dos investimentos, da geração de emprego, porque certamente nós enviaremos ao mundo uma outra imagem. A imagem de seriedade. O Brasil voltará a ser sério”. E completou: “Vou continuar combatendo os privilégios e combatendo a corrupção, por isso eu já convidei publicamente o juiz Sergio Moro para ser ministro da Justiça.”

Em nota, Sérgio Moro não recusou o convite, apenas escreveu que o momento não é oportuno “informo aos jornalistas e publicamente que reputo inviável no momento manifestar-me, de qualquer forma e em um sentido ou no outro, sobre essa questão, uma vez que a recusa ou a aceitação poderiam ser interpretadas como indicação de preferências políticas partidárias, o que é vedado para juízes”.

Sérgio Moro foi criticado por vários jornalistas e juristas por ter deixado nas entrelinhas a possibilidade em aberto. Os críticos entendem que ele deveria ter recusado de modo peremptório, tendo em vista que, dentre outros motivos, é juiz natural de processos de um dos concorrentes de Álvaro Dias, Luís Inácio Lula da Silva.

Em sua conversa com a juventude socialista, Ciro Gomes, ao diferenciar decência de moralismo, citou ironicamente o exemplo de Sérgio Moro, que recebe auxílio-moradia e reside em apartamento próprio; e Jair Bolsonaro, que arrota moralismo, mas contratou com verba de gabinete a Val do Açaí para prestar serviços privados ao ex-deputado, completou Ciro.

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